A falta de condições, com equipamentos e mão-de-obra insuficientes e precários, tem prejudicado a fiscalização da pesca da lagosta no Ceará. Hoje, a Regional Ceará do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) conta apenas com uma embarcação própria e dez fiscais para a pesca. A notícia da vinda de uma lancha rápida anima a cadeia produtiva, mas, reconhece o chefe da Fiscalização do órgão no Estado, Rolfran Cacho Ribeiro, não é suficiente. Segundo Rolfran, o registro de pesca da lagosta com rede caçoeira tem sido mais freqüente nas regiões de Acaraú, Paracuru, Itarema, Baleia e Mundaú. Só em 2008, acrescenta o chefe da Fiscalização, foram apreendidos 98 mil metros desse tipo de rede, 1.800 quilos de lagosta miúda, cinco compressores e mais de 60 autos de infração emitidos só na pesca do crustáceo. O trecho que vai do Pará ao Espírito Santo, correspondente à área que realiza a pesca da lagosta (passando por Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia), deve ser beneficiado, conforme Rolfran, com seis lanchas rápidas. Segundo presidente da Colônia Z-8 de Pesca e Aqüicultura de Fortaleza, Possidônio Soares Filho, as soluções aparecem na liberação de mais verbas do Ministério do Meio Ambiente. “A lancha que vem é boa, mas não vai dar conta dos quase 600 quilômetros de litoral que o Ceará tem. O Estado precisaria de, pelo menos, umas quatro dessa para uma cobertura razoável”. Leia a matéria completa nesta terça-feira no Diário do Nordeste. Link : http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=235666&modulo=966 Jornal : Diario do Nordeste, em 06.10.2008. |